O encerramento do ciclo contábil anterior e o início de 2026 trouxeram um desafio adicional para o empresariado brasileiro: a gestão da liquidez em um ambiente de transição tributária. Enquanto o mercado projeta ajustes macroeconômicos, o foco das diretorias financeiras se volta para “dentro de casa”, priorizando a eficiência do fluxo de caixa e a estruturação de capital para garantir a continuidade operacional.
Para a Valestrá, assessoria empresarial que impulsiona a gestão por meio de soluções integradas em governança, finanças e recuperação tributária, o cenário exige que a estratégia financeira abandone a reatividade. O momento atual pede uma análise profunda da estrutura de capital, onde a geração de caixa própria e a captação inteligente de recursos externos tornam-se vitais.
O desafio do capital de giro
De acordo com Alan Henrique, Diretor de Negócios da Valestrá, muitas empresas falham ao não conectar o planejamento tributário com a disponibilidade financeira imediata. “Em um ano de transição, o caixa é consumido por incertezas. A otimização não passa apenas por cortar gastos, mas por entender o ciclo financeiro, desde o prazo médio de pagamento até a eficiência na recuperação de créditos tributários que podem ser reinvestidos no negócio como capital de giro”, explica o executivo.
Alan ressalta que o fechamento do balanço é o momento ideal para um “saneamento” financeiro. “Não se trata apenas de olhar para o passado, mas de preparar o terreno para o funding. Instituições financeiras e investidores estão mais rigorosos; empresas com governança financeira sólida e fluxo de caixa previsível têm acesso a taxas muito mais competitivas”, afirma.
Estratégia além do lucro
A visão defendida pela consultoria é que o lucro no papel (DRE) nem sempre se traduz em saúde financeira se não houver uma gestão tática do fluxo de caixa. O foco em “eficiência financeira pura” envolve a revisão de contratos, a antecipação estratégica de recebíveis e, sobretudo, a proteção contra a volatilidade tributária.
“O grande erro é esperar a crise de liquidez para buscar crédito. Em 2026, a gestão do caixa será, mais do que nunca, um ativo estratégico de sobrevivência”, conclui Alan Henrique.